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	<title>Avicultura Inteligente &#187; Cama de Frango</title>
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		<title>Valor fertilizante dos dejetos da avicultura</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 12:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[adubo]]></category>
		<category><![CDATA[dejetos]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizante]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muitos séculos o homem conhece o potencial fertilizante dos dejetos de animais e os utilizam como abudo na produção agrícola. Atualmente, pesquisas são desenvolvidas com o objetivo de promover o melhor aproveitamento dos nutrientes presentes nos dejetos pelas plantas e pelo solo. Em contrapartida, os nutrientes presentes nos fertilizantes comerciais são, em sua maioria,<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/05/23/valor-fertilizante-dos-dejetos-da-avicultura/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
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<p>Em contrapartida, os nutrientes presentes nos fertilizantes comerciais são, em sua maioria, solúveis em água e disponíveis às plantas enquanto aqueles presentes nos dejetos de animais estão na forma orgânica e, em grande parte, indisponíveis.</p>
<p><span id="more-633"></span>A melhor resposta para o aproveitamento dos nutrientes contidos nos dejetos, durante sua aplicação e incorporação no solo, é conseguida quando estes dejetos são submetidos a um tratamento prévio no qual objetiva-se a mineralização dos nutrientes tornando-os assimiláveis pelas plantas.</p>
<p>O teor de nutrientes presentes nos dejetos de aves depende de diversos fatores como a idade do animal, alimentação, tipo de instalação, manejo utilizado na criação, genética, clima e conteúdo da cama (quando existente). Por causa disso, a aplicação em áreas de agricultura do produto final do tratamento dos dejetos deve ser baseada no conteúdo individual de nutrientes a partir de uma analise laboratorial.</p>
<p>A aplicação geralmente é baseada nos teores de nitrogênio, fósforo e potássio e as necessidades de nutrientes secundários e micronutrientes são frequentemente supridas durante a recomendação de adubação conforme NPK.</p>
<p>Podemos dizer, com base em estudos anteriores, que durante a adubação com dejetos de aves sem tratamento prévio o nitrogênio terá disponibilidade entre 30 a 80%, conforme o método de adubação. Isso ocorre, pois a maior parte do nitrogênio presente está na forma de amônia, facilitando a perda do nitrogênio para a atmosfera e durante o período de permanência dos dejetos nas instalações.</p>
<p>Quanto à disponibilidade do fósforo e do potássio nos dejetos, pode-se considerar a mesma que os presentes nos fertilizantes comerciais, pois a maior parte desses nutrientes está na forma mineral ou inorgânica. Para a maioria dos tipos de dejetos de animais, 90% do fósforo e do potássio são considerados disponíveis durante o primeiro ano de aplicação no solo e 10% nos demais anos. Apenas 5 a 15% de fósforo ou potássio são perdidos dependendo do manejo dos dejetos.</p>
<p>Além de prover macro e micro-nutrientes às plantas, a adubação com os dejetos de aves fornece matéria orgânica agindo como condicionador do solo. Tal característica afeta positivamente as propriedades físicas e químicas do solo, incluindo melhor absorção de água e retenção de nutrientes, redução da erosão pelo vento e/ou chuvas, promovendo o crescimento de organismos benéficos e aumentando a troca catiônica entre solo e planta, o que significa melhor aproveitamento dos nutrientes presentes no fertilizante.</p>
<p><em>Por Karolina Von Zuben Augusto &#8211; doutoranda em Engenharia Agrícola na Unicamp e assessora técnica em projetos de tratamento de dejetos e de aves mortas em granjas de frangos de corte e de postura comercial.</em></p>
<p><strong>Fonte: Avicultura Industrial</strong></p>
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		<title>Cama de Frango e a Doença da Vaca Louca</title>
		<link>/avicultura/2010/03/15/cama-de-frango-e-a-doenca-da-vaca-louca/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 14:09:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>

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		<description><![CDATA[O que é a &#8220;Doença da Vaca Louca&#8221;? A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como Doença ou Mal da Vaca Louca, atinge o sistema nervoso de bovinos, fazendo com que fiquem com o comportamento alterado. Daí vem o nome popular &#8220;Vaca Louca&#8221;. Além de causar a morte de animais do rebanho, há o risco<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/03/15/cama-de-frango-e-a-doenca-da-vaca-louca/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left; "><strong><span style="color: #ff0000;"><img class="alignleft" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="vacalouca5" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/vacalouca5.jpg" alt="vacalouca5" width="198" height="176" /><br />
O que é a &#8220;Doença da Vaca Louca&#8221;?</span></strong></p>
<p>A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como Doença ou Mal da Vaca Louca, atinge o sistema nervoso de bovinos, fazendo com que fiquem com o comportamento alterado. Daí vem o nome popular &#8220;Vaca Louca&#8221;.</p>
<p>Além de causar a morte de animais do rebanho, há o risco de transmissão ao homem, pois a doença é uma zoonose. Outro grande prejuízo seria a suspensão da exportação brasileira de carne bovina, que em 2004 atingiu a marca de 1,85 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 3 bilhões de dólares. Atualmente o Brasil exporta carne bovina para 146 países.</p>
<p>Os primeiros casos da doença ocorreram na Europa em 1986. Em 24 países, 189.544 casos, sendo só na Inglaterra 183.765 casos. Também já foram registrados casos em outros continentes, 5.779 casos. Já no Brasil nunca foram registrados casos dessa doença!</p>
<p><span id="more-569"></span><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-571" title="vacalouca2" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/vacalouca2.jpg" alt="vacalouca2" width="350" height="237" /></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Qual é a causa?</strong></span></p>
<p>Uma proteína chamada Prion, que pode ser transmitida aos bovinos e caprinos quando alimentados com ração contendo farinha de carne e ossos de animais infectados com a doença. A principal forma de transmissão da doença é pela ingesta desses ingredientes. A transmissão não ocorre geneticamente nem horizontalmente (de animal para animal).</p>
<p>Nós seres humanos podemos ser contaminados, se comermos a carne de um animal que tenha contraído a doença. Mas não nos preocupemos, pois essa doença nunca ocorreu no Brasil!</p>
<p>Mas por que essa doença não ocorre no Brasil? Porque nosso sistema de engorda e criação de bovinos é quase que exclusivamente a pasto, e a suplementação alimentar que damos ao gado é à base de proteína vegetal, como soja, milho e caroço de algodão.</p>
<p>Além disso, desde o aparecimento da doença na Europa o Serviço Oficial de Defesa Sanitária Animal do Brasil adotou medidas para evitar a introdução da doença da Vaca Louca no país, tais como a proibição de importação de animais e seus produtos vindos de países com registro da doença, e a proibição do uso de proteína animal na alimentação de ruminantes.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Qual é o risco humano?</strong></span></p>
<p>Em 1996 foram diagnosticados os primeiros casos de vCJD (variante Creutzfeldt-Jakob Disease) no Reino Unido, e pesquisas posteriores identificaram relação entre o consumo de produtos derivados do tecido do sistema nervoso central de bovinos infectados com EEB e a ocorrência dessa doença em humanos. Até a presente data foram diagnosticados 178 casos dessa enfermidade em diversos países do mundo (Reino Unido, França, Irlanda, Itália, Holanda, Japão, EUA e Canadá). A vCJD atinge principalmente pessoas com menos de 55 anos, inclusive adolescentes, e os sintomas incluem depressão e perda de coordenação motora, evoluindo para demência. A doença dura cerca de 14 meses e leva os pacientes a óbito!</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Como a doença é transmitida para os bovinos?</strong></span></p>
<p>A doença da Vaca Louca se transmite somente através da ingestão de proteínas de origem animal fornecida na alimentação. Por isso, no Brasil desde 1996 é proibida pelo MAPA a utilização na dieta de ruminantes de qualquer produto que contenha essas proteínas. Exemplos de produtos de risco para EEB são farinhas à base de carne e ossos, sangue, vísceras e cama-de-aviário.</p>
<p>Se souber de alguém que utilize produtos de origem animal na alimentação de ruminantes, você teria coragem de denunciar? Por Quê ?</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Mas o que é cama-de-aviário?</span></strong></p>
<p>A cama-de-aviário é o conjunto do material utilizado para forrar o piso do aviário, que pode ser de palha de arroz, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem, misturado com fezes, urina, restos de ração e penas.</p>
<p>Por que, então, não podemos dar cama-de-aviário para o gado? Porque no Brasil é permitido alimentar as aves com ração contendo farinha de carne e ossos; parte desta ração cai na cama, e conseqüentemente o bovino que consumir a mesma corre o risco de contrair a doença. O mesmo risco ocorre se alimentarmos ruminantes com resíduos da criação de suínos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-572" title="vacalouca3" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/vacalouca3.jpg" alt="vacalouca3" width="299" height="170" /></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">No caso de suspeita, como é feito o diagnóstico pelo MAPA?</span></strong></p>
<p>O controle feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento envolve os bovinos que apresentem distúrbios neurológicos, tanto no campo como em frigoríficos. Além disso, são oficialmente rastreados todos bovinos importados, e seu abate é proibido, sendo que quando o proprietário deseja o descarte é realizado o sacrifício do animal.</p>
<p>Todos os casos acima são submetidos à colheita de material encefálico, especificamente o tronco encefálico, que é localizado na porção inicial da medula espinhal. O mesmo é acondicionado em formol 10% e remetido para um dos seis laboratórios nacionais credenciados pelo MAPA para o diagnóstico de EEB. Os testes realizados são a histopatologia e a imunohistoquímica.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-573" title="vacalouca4" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/vacalouca4.jpg" alt="vacalouca4" width="481" height="390" /></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Como podemos ajudar para que esta doença não chegue no Brasil?</span></strong></p>
<p>Observe atentamente seu rebanho; caso identifique um animal agressivo, com olhar assustado, salivando muito, com tremores em algumas partes do corpo e dificuldade para caminhar ou levantar, avise um Médico Veterinário de preferência do Serviço Oficial de Defesa Sanitária Animal. Apesar desta doença não ocorrer em nosso país, a vigilância e prevenção são fundamentais.</p>
<p>Outra maneira é ter cuidados com a alimentação dos bovinos: se o gado receber outro tipo de alimento além de pasto, este não pode conter farinha de carne e ossos ou qualquer outro produto de origem animal, como por exemplo cama-de-aviário ou resíduos da exploração de suínos. O uso desses ingredientes na alimentação de ruminantes é proibido!</p>
<p><img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px initial initial;" title="vacalouca" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/vacalouca.jpg" alt="vacalouca" width="407" height="309" /></p>
<p><em>Elaborado pelas acadêmicas de Ciências Biológicas do Unilasalle, disciplina de Informática na Educação<br />
Andréia Borges, Elenice Siqueira, Letícia Pereira e Roberta Radajeski</em></p>
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		<title>Alerta sobre proibição de cama-de-frango na alimentação animal</title>
		<link>/avicultura/2010/01/30/alerta-sobre-proibicao-de-cama-de-frango-na-alimentacao-animal/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 05:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação animal]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação bovina]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a finalidade de garantir a sanidade animal do estado, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) alerta para o risco da utilização da cama de frango na alimentação de ruminantes (bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos). De acordo com a Instrução Normativa nº 8 de 25/03/2004 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é proibida em<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/01/30/alerta-sobre-proibicao-de-cama-de-frango-na-alimentacao-animal/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Com a finalidade de garantir a sanidade animal do estado, o  Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) alerta para o risco da utilização da  cama de frango na alimentação de ruminantes (bovinos, bubalinos, caprinos,  ovinos). De acordo com a Instrução Normativa nº 8 de 25/03/2004 do Ministério da  Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é proibida em todo o território  nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à  alimentação desses animais que contenham em sua composição proteínas e gorduras  de origem animal.<br />
<img class="size-full wp-image-449 aligncenter" title="gado_comendo" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/01/gado_comendo.jpeg" alt="gado_comendo" width="485" height="318" /></div>
<div>
Dentre os ingredientes proibidos na alimentação está a  cama de aviário também chamada de cama de frango. Trata-se do conjunto do  material utilizado para forrar o piso dos galpões, que pode ser de maravalha,  palha de arroz, feno de capim, sabugo de milho triturado ou serragem com as  fezes, urina, restos de ração e penas que se misturam com esse material.</div>
<div>
<p><span id="more-448"></span>Além da cama de frango também estão proibidos o uso de sangue e  derivados, farinha de sangue, de carne e ossos, de ossos autoclavados, de  resíduos de açougue, de vísceras de aves, de penas, de resíduos de abatedouros  de aves e qualquer produto que contenha, em sua composição, proteínas, gorduras  de origem animal e resíduos da exploração de suínos. Este produto pode ser  utilizado de maneira legal como adubo.</p>
<p>O IMA, órgão veiculado à  Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa),  atenta os produtores para que verifiquem, antes de alimentar seus animais com  ração, concentrados e suplementos protéicos, se no rótulo destes produtos não se  encontram os dizeres: “USO PROIBIDO NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES”. Também é  importante guardar os comprovantes e notas fiscais de aquisição de rações,  concentrados, suplementos protéicos e também matérias-primas (caso a ração seja  preparada na propriedade).</p>
<p><strong>Doenças</strong></p>
<p>Um dos  motivos da proibição é o risco que seu uso traz para a sanidade do rebanho  nacional. Dentre as doenças que podem ser veiculadas pela da cama de frango  estão o Botulismo e a Encefalopatia Espongiforme Bovina, popularmente conhecida  como doença da “Vaca Louca”.</p>
<p>Um perigo que pode estar relacionado com a  cama de frango é a possível presença de bactérias, arames, pregos e resíduos de  inseticidas e antibióticos, além da possibilidade de causar uma doença chamada  botulismo. O botulismo é causado pela ingestão da toxina do Clostridium  botulinum. A bactéria pode ser encontrada no meio ambiente, além de ossos, fezes  e, até mesmo, no tubo gastrointestinal de animais mortos. A doença  caracteriza-se pela paralisia muscular do animal.</p>
<p>A “Vaca Louca” pode  ser transmitida através de uma proteína chamada prion, presente na farinha de  carne e ossos de animais infectados com a doença. Os primeiros casos da doença  ocorreram na Europa em 1986 tendo sido registrados também em outros continentes.  O Brasil é considerado de baixo risco da doença. Por isso o IMA, na intenção de  preservar esse status, inspeciona constantemente produtores rurais visando a não  utilização deste produto na alimentação dos ruminantes, diminuindo o risco do  surgimento da doença. O descumprimento da legislação gera auto de infração, e a  documentação referente à vistoria é enviada ao MAPA para demais providências.</p>
<p>É importante frisar que o consumo de produtos de origem animal  provenientes de bovinos tratados com cama de frango também representa risco para  a saúde humana.</p></div>
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		<title>Bagaço de Cana: Co-Geração de Energia</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 21:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[bagaço de cana]]></category>
		<category><![CDATA[cama aviária]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>

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		<description><![CDATA[Co-geração é definida como o processo de transformação de uma forma de energia em mais de uma forma de energia útil, de acordo com Oddone (2001), adendando que as formas de energia útil mais freqüentes são a energia mecânica (movimentar máquinas, equipamentos e turbinas de geração de energia elétrica) e a térmica (geração de vapor,<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2010/01/18/bagaco-de-cana-co-geracao-de-energia/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;">Co-geração é definida como o processo de transformação de uma forma de energia em mais de uma forma de energia útil, de acordo com Oddone (2001), adendando que as formas de energia útil mais freqüentes são a energia mecânica (movimentar máquinas, equipamentos e turbinas de geração de energia elétrica) e a térmica (geração de vapor, frio ou calor). O mesmo autor salienta que a co-geração apresenta alta eficiência energética, pois não há o desperdício de energia térmica (como ocorre nas termoelétricas puras), pois essa energia é utilizada em processos industriais, como secagem, evaporação, aquecimento, cozimento, destilação, etc.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;"><img class="alignleft size-full wp-image-410" title="bagaco" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/01/bagaco.jpg" alt="bagaco" width="333" height="288" />Esses conceitos aplicam-se didaticamente à cadeia sucroalcooleira. No processamento da cana-de-açúcar, há alta de manda de energia térmica, mecânica e elétrica. Após a extração do caldo, é possível queimar o bagaço obtido em caldeiras, produzindo vapor que é utilizado para obter as três fontes de energia. É importante ressaltar que, do total da energia contida na planta de cana-de-açúcar, o álcool responde por cerca de um terço, estando o restante distribuído entre o bagaço, os ponteiros e a palhada. Logo, a co-geração movimenta uma cadeia energética com potencial de dobrar a energia obtida pela produção do álcool. Segundo Walter (1994), a co-geração respondeu por 3,6% da energia elétrica produzida no Brasil entre 1985 e 1992.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;"><span id="more-411"></span>Autores como Wylen e Sonntag (1976), Oddone (2001), Coelho (1999) e Walter (1994) estudaram os aspectos termodinâmicos da obtenção de eletricidade por co-geração na cadeia sucroalcooleira, em especial o ciclo Rankine e o ciclo combinado. No ciclo Rankine, utiliza-se uma caldeira, em que uma fonte de energia (bagaço ou a palhada da cana), gerando vapor em alta pressão, com temperatura superior ao ponto de ebulição da água. A liberação do vapor ocorre através de sistemas mecânicos, movimentando máquinas, transferindo calor para processos industriais, ou movimentando turbinas para gerar energia elétrica. O ciclo se completa com o retorno do vapor condensado à caldeira, para ser novamente aquecido. Já no ciclo combinado, uma turbina a gás em alta temperatura movimenta um gerador, sendo transferido o calor do gás para água, que é vaporizada e aciona um segundo gerador, em que ambos produzem energia elétrica.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;">Inicialmente, o bagaço de cana, que significa 25% a 30% do peso da cana processada com 50% de umidade, foi utilizado nas usinas para geração de calor, substituindo a lenha. Apenas recentemente o bagaço vem sendo utilizado para gerar vapor, com grande flexibilidade para ser transformado em formas de energia como calor, eletricidade ou tração. O aumento do custo da energia, seja elétrica ou de petróleo, tornou mais atraente a utilização do bagaço para co-geração de energia. Como ainda estamos no alvorecer do processo, existe um grande espaço de melhoria tecnológica para maximizar a eficiência da co-geração na cadeia da cana-de-açúcar.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;">Essa possibilidade excitou os formuladores de políticas de abastecimento energético, em especial no final do século XX. Recentemente, o governo brasileiro regulamentou a compra de energia elétrica dos autoprodutores, assim entendida a pessoa jurídica ou consórcio, com concessão ou autorização para gerar eletricidade para seu uso exclusivo e que pode vender ao concessionário de energia elétrica eventuais excedentes para venda aos seus clientes.</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;">Também pode operar o chamado consumidor livre, com autorização adquirir o excedente de eletricidade de autoprodutores. Além disso, existe o produtor independente de energia, conceituado como a pessoa jurídica, ou empresas reunidas em consórcio, que recebem concessão ou autorização para produzir energia elétrica destinada ao comércio, podendo ser vendida toda a energia produzida ou parte dela.<br />
Segundo o Balanço Energético Nacional (2003), a participação da biomassa na matriz energética brasileira é de 27%, a partir da utilização de lenha de carvão vegetal (11,9%), bagaço de cana-de-açúcar (12,6%) e outros (2,5%).</p>
<p style="margin-top: 10px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; padding: 0px;">O potencial autorizado para empreendimentos de geração de energia elétrica, de acordo com a ANEEL, é de 1.376,5 MW, quando se consideram apenas centrais geradoras que utilizam bagaço de cana-de-açúcar (1.198,2 MW), resíduos de madeira (41,2 MW), biogás ou gás de aterro (20 MW) e licor negro (117,1 MW). Neste ano, três novas centrais geradoras a biomassa (bagaço de cana) entraram em operação comercial no País, inserindo 59,44 MW à matriz de energia elétrica nacional. Projeções da Agência Internacional de Energia indicam que o peso relativo da biomassa na geração mundial de eletricidade deverá passar de 10 TWh, em 1995, para 27 TWh em 2020.</p>
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		<title>Fiscalização da cama de frango</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 21:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[alimentação bovina]]></category>
		<category><![CDATA[fiscalização]]></category>
		<category><![CDATA[vaca louca]]></category>

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		<description><![CDATA[No Brasil ainda não apareceu nenhum caso da vaca louca, mas o governo diz que é preciso ficar alerta. Para prevenir é bom não usar produtos de origem animal na alimentação do gado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-187" title="globorural" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/10/globorural.jpg" alt="globorural" width="139" height="113" />No Brasil ainda não apareceu nenhum caso da vaca louca, mas o governo diz que é preciso ficar alerta. Para prevenir é bom não usar produtos de origem animal na alimentação do gado.</p>
<p><object width="480" height="392"><param value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" name="movie" /><param value="high" name="quality" /><param value="midiaId=1171253&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" name="FlashVars" /><embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1171253&#038;autoStart=false&#038;width=480&#038;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"></embed></object></p>
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		<title>Produção de Biogás Utilizando Cama de Frangos de Corte</title>
		<link>/avicultura/2009/12/18/producao-de-biogas-utilizando-cama-de-frangos-de-corte/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 21:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[biodigestor]]></category>
		<category><![CDATA[biogas]]></category>

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		<description><![CDATA[A preocupação ambiental e o manejo dos resíduos produzidos nas propriedades rurais, tem despertado um grande interesse por parte dos produtores e principalmente pelo mercado consumidor. A avicultura de corte gera uma grande quantidade de resíduos sólidos e consome uma grande quantidade de energia elétrica para manter o sistema de alimentação, ventilação e/ou aquecimento das<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2009/12/18/producao-de-biogas-utilizando-cama-de-frangos-de-corte/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-380" title="biogas-2" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/biogas-2.jpg" alt="biogas-2" width="254" height="338" /></strong>A preocupação ambiental e o manejo dos resíduos produzidos nas propriedades rurais, tem despertado um grande interesse por parte dos produtores e principalmente pelo mercado consumidor. A avicultura de corte gera uma grande quantidade de resíduos sólidos e consome uma grande quantidade de energia elétrica para manter o sistema de alimentação, ventilação e/ou aquecimento das aves. Sendo assim estudos visando a sustentabilidade energética da atividade tem sido desenvolvidos. O objetivo deste estudo foi avaliar a produção de biogás e conhecer a distribuição da produção de biogás no tempo, através da biodigestão anaeróbia utilizando cama reutilizadas (1 a 4 vezes) de frangos de corte criados em diferentes épocas. Foram utilizados 24 biodigestores tipo batelada, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado sendo 4 níveis de reutilizações de cama e 6 repetições. Em cada abastecimento, o substrato foi preparado misturando-se cama de frango, água e inóculo, com teor de sólidos totais (ST) próximo a 8,0%. O inóculo utilizado para o abastecimento foi preparado para obtenção do teor de ST próximos a 15%. A temperatura ambiente influenciou a produção de biogás em biodigestores anaeróbios abastecidos com cama de frangos de corte. Houve aumento significativo na produção de biogás com o aumento na reutilização da cama. Os potenciais médios de produção de biogás apresentados foram 0,1972, 0,2102, 0,2043 e 0,2366 m3/kg de excreta nas camas de 1º, 2º, 3º e 4º lote respectivamente, conduzidos na mesma época. Verifica-se que há um aumento na produção de biogás com a reutilização da cama de frango de corte.</p>
<p><span id="more-378"></span>PALAVRAS-CHAVE: biodigestor batelada, digestão anaeróbia, excretas, metano, reutilização</p>
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>Pensar na preservação do meio ambiente, na diminuição dos impactos ambientais, não é mais um desejo, e sim, uma necessidade primordial a cada ano que se passa. Na produção de frangos de corte, não basta apenas pensar no melhoramento genético, nutrição e manejo das aves, é necessário procurar alternativas para a qualidade da cama do frangos de corte e o destino deste subproduto. Cama é todo o material distribuído sobre o piso de galpões para servir de leito às aves (PAGANINI, 2004), sendo uma mistura de excreta, penas das aves, ração e o material utilizado sobre o piso. Vários materiais são utilizados como cama: maravalha, casca de amendoim, casca de arroz, casca de café, capim seco, sabugo de milho picado, entre vários outros materiais (GRIMES, 2004). Considerando-se a produção média de cama de 1,91 kg por frango de corte na matéria natural (MN) (FUKAYAMA, 2008), e a produção de frangos de corte no Brasil em 2008 de 5,47 bilhões (ANUALPEC, 2008), estima-se que a produção de cama tenha sido aproximadamente 10,45 bilhões de kg de cama de frango (MN).</p>
<p>A cama de frango foi fornecida para ruminantes por muito tempo, porém, devido aos problemas sanitários ocorridos na Europa em 2001, como a encefalopatia espongiforme bovina (BSE), o Ministério da Agricultura publicou uma Instrução Normativa (BRASIL, 2001) proibindo, entre outros, a comercialização da cama de frango com a finalidade de alimentação para ruminantes. Tal proibição se deve aos riscos de haver contaminação da cama com restos de ração que por ventura tenha proteína de ruminantes em sua composição. Devido à dificuldade de fiscalização em todo o território brasileiro para a diferenciação se as aves foram alimentadas com proteína especificamente vegetal ou animal, a instrução proíbe o uso de toda e qualquer cama, independente da sua origem. Com esta proibição, o destino para cama de frango tornou-se restrito, sendo necessário maiores pesquisas com objetivo de estudar alternativas para o aproveitamento deste resíduo. A utilização da cama de frangos de corte para produção de biogás, tornou-se uma alternativa para o destino eficiente deste subproduto.</p>
<p>Uma vez que o biogás é constituído basicamente de 60 a 70% de metano (CH4) e 30 a 40% de dióxido de carbono (CO2), além de traços de O2, N2, H2S, etc., podendo ser utilizado como energia para iluminação da propriedade, para o aquecimento dos pintinhos, entre outras finalidades. KOSARIC e VELIKONJA (1995) citaram que 1 m3 de biogás pode ser aplicado para iluminação por lâmpada de 60 W por cerca de sete horas, ou gerar 1,25 kW de eletricidade, ou 4 cocção de três refeições para uma família de quatro pessoas, ou funcionar um motor de 2 HP por uma hora ou funcionar um refrigerador de 300 L por três horas. Segundo LUCAS JR. (1987), o metano tem um poder calorífico de 9.100 kcal/m3 a 15,5oC e 1 atm, sua inflamabilidade ocorre em misturas de 5 a 15% com o ar. Já o biogás, devido a presença de outros gases que não o metano, possui um poder calorífico que varia de 4.800 a 6.900 kcal/m3. Em termos de equivalente energético; 1,33 a 1,87 e 1,5 a 2,1 m3 de biogás são equivalentes a 1L de gasolina e óleo diesel, respectivamente. Os ensaios de biodigestão anaeróbia utilizando cama de frangos foram desenvolvidos com o objetivo de avaliar o potencial para produção de biogás, bem como conhecer a distribuição da produção no tempo.</p>
<p><strong>MATERIAL E MÉTODOS</strong></p>
<p>O potencial energético das camas de frangos reutilizadas foi avaliado pelo processo de biodigestão anaeróbia em ensaio com operação batelada, pois para o dimensionamento de biodigestores é importante que juntamente com os dados de necessidade de biogás para ser queimado, se disponha do potencial da biomassa utilizada para gerar biogás, bem como a distribuição da produção no tempo. Para cada lote de aves foi realizado um ensaio de biodigestão anaeróbia com as camas de frangos produzidas, totalizando 8 ensaios, sendo 4 ensaios (camas de 1 a 4º reutilização) avaliados em diferentes épocas do ano e 4 ensaios (camas de 1 a 4º reutilização) avaliados na mesma época. Os ensaios de biodigestão anaeróbia foram realizados no Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Campus de Jaboticabal / UNESP.</p>
<p>Foram utilizados 24 biodigestores em batelada, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado sendo 4 reutilizações de cama e 6 repetições. Os biodigestores possuem com capacidade útil de 60 litros de substrato em fermentação, fazendo parte de uma bateria de mini-biodigestores, descrita por ORTOLANI et al. (1986). O inóculo, composto por cama de frango, foi previamente preparado em 4 biodigestores com capacidade de 60,0 kg, utilizando-se de 20,0 kg de biofertilizante de estrume de bovinos coletado em biodigestor contínuo modelo indiano, 4,5 kg de cama de frango e 35,5 kg de água para completar a capacidade de cada biodigestor. Após a biodigestão anaeróbia utilizando cama de 1° lote de frango, o inóculo utilizado foi sempre o efluente (saída) da biodigestão anaeróbia anterior, com teor de sólidos totais próximos a 15%, como recomendado por SANTOS (2001). 5 Em cada abastecimento o substrato foi preparado para obtenção do teor de sólidos totais próximo a 8,0%, segundo modelo proposto por LUCAS JR., (1994), misturando-se cama de frango, água e inóculo. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo procedimento GLM do SAS program version 9.1. (2003) e as médias comparadas pelo Teste de Tukey a um nível de significância de 5%. RESULTADOS E DISCUSSÃO O potencial médio de produção de biogás durante 46 dias e por dia em biodigestores abastecidos com cama de frango de diferentes reutilizações de cama encontra-se na Tabela 1 e 2.</p>
<p style="text-align: left; "><em>TABELA 1. Potencial médio de produção de biogás, corrigido para 20°C e 1 atm, em biodigestores batelada abastecidos com camas de frango reutilizadas em diferentes épocas.</em></p>
<p style="text-align: center; "><img class="size-full wp-image-379   aligncenter" title="217_874" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/217_874.jpg" alt="217_874" width="520" height="318" /></p>
<p style="text-align: center; "><img class="size-full wp-image-381    aligncenter" title="217_483" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/217_483.jpg" alt="217_483" width="520" height="328" /></p>
<p style="text-align: left; ">Quanto a produção média de biogás, para as variáveis m3/kg de substrato e m3/kg de excreta, apresentaram valores médios superiores (P&lt;0,05) nos biodigestores abastecidos com o maior número de vezes de reutilização da cama, sendo os potenciais médios 0,0165, 0,0184, 0,0190 e 0,0206 m3/kg de substrato e 0,1972, 0,2102, 0,2043 e 0,2366 m3/kg de excreta nas camas de 1º, 2º, 3º e 4º lote respectivamente, conduzidos na mesma época. Com isso, isolando o efeito da temperatura ambiente entre os tratamentos, houve aumento nos potenciais de produção de biogás devido ao aumento na quantidade de excreta nas camas reutilizadas. Os valores de produção 0,3254, 0,3416, 0,3260 e 0,4177 m3 de biogás/kg ST e 0,4006, 0,4102, 0,3999 e 0,5200 m3 de biogás/kg SV adicionados estão superiores aos obtidos por LUCAS JR et al. (1993) – 0,25 a 0,29 m3 de biogás/kg ST adicionados e SANTOS (1997) – 0,17 a 0,27 m3 de biogás/kg ST adicionados e WEBB &amp; HAWKES (1985) – 0,25 a 0,37 m3 de biogás/kg SV adicionados. Porém está próximo aos obtidos por JAMILA (1990) citado por SANTOS (2001) – 0,20 a 0,40m3 de biogás/kg ST adicionados. Isso se deve provavelmente ao material utilizado e o número de vezes que foi utilizado a cama de frango. Os resultados da análise de variância demonstraram que também houve diferença significativa na produção de biogás entre as épocas estudadas (Tabela 2).</p>
<p>Observando a biodigestão anaeróbia do 2º lote de criação das aves desenvolvida nos meses com menores temperaturas do ano de 2007 (junho a agosto), houve menor produção de biogás em comparação ao 1º lote de criação 7 (março a maio). Porém quando se compara a biodigestão dos 4 lotes testados na mesma época (igual temperatura ambiente entre todos os lotes), verifica-se que há uma linearidade crescente na produção de biogás com a reutilização da cama de frango de corte. Os valores indicam a influência do período nos potenciais de produção de biogás encontrados neste experimento e são semelhantes aos estudos de ORTOLANI et al. (1986) que encontraram diferença altamente significativa para as médias dos potenciais de produção de biogás entre três ensaios que foram realizados no período chuvoso, seco e intermediário.</p>
<p>A temperatura é um dos fatores mais importantes que afetam a atividade microbiana na digestão anaeróbia. A produção de metano é fortemente dependente da temperatura, pois interfere na velocidade das reações químicas e bioquímicas (GERARDI, 2003). Por meio da visualização do comportamento das curvas de volume de biogás dos tratamentos é possível planejar um sistema que atenda determinada demanda de energia. A antecipação dos picos de produção de biogás dos tratamentos (1° e 4° reutilizações) podem ser claramente observados no Figura 1, e pode-se observar também na Tabela 1 que o tempo de retenção hidráulica foi 49 e 46 dias, respectivamente, inferior aos demais tratamentos (2° e 3° reutilizações) com TRH de ambos em 62 dias. Este fato provavelmente foi devido a baixa temperatura ambiente durante as fases de biodigestão anaeróbia dos tratamentos de 2° e 3° reutilizações, diminuindo a velocidade de produção de biogás e prolongando o tempo de produção.</p>
<p style="text-align: left; "><img class="size-full wp-image-383  aligncenter" title="217_675" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/217_675.jpg" alt="217_675" width="520" height="227" /><em>FIGURA 1. Volume de biogás (m3) por dia de produção para diferentes reutilizações.</em></p>
<p style="text-align: left; ">Para planejar a produção de biogás para geração de energia, deve-se considerar as áreas com produções de biogás mais expressivas nos desenhos das curvas para que não falte energia 8 quando a demanda por esta for alta. Como por exemplo, se for utilizado para aquecimento de pintinhos, dependendo da região de criação, deve-se preocupar principalmente na fase inicial de vida destas aves. Segundo FURLAN e MACARI (2002), o pinto de 1 dia de idade necessita de temperatura ambiente de 35ºC, devido a sua reserva energética para termogênese ser reduzida no início de vida. Com o desenvolvimento do frango de corte e a conseqüênte maturação do sistema termorregulador, a zona de conforto térmico é reduzida de 33ºC para 24ºC, com 4 semanas de idade e, para 21ºC com 6 semanas de idade.</p>
<p style="text-align: left; ">Nesse sentido, visando o atendimento das necessidades energéticas para aquecimento das aves, dependendo da temperatura ambiente, os produtores devem se preocupar com a geração de energia principalmente nos primeiros dias até 14 a 21 dias de idades das aves, para evitar o estresse calórico, o qual influenciará no desempenho da ave. Portanto, na prática, utilizando a produção de biogás através da biodigestão anaeróbia de cama de frango, deve-se fazer um planejamento adequado, levando em consideração a fase de maior produção de biogás (com alta concentração de metano) para geração de energia.</p>
<p>Observa-se na Figura 1, que a biodigestão anaeróbia de cama de frangos de corte de 4º lote de criação, obteve o pico de produção de biogás durante o 9º ao 25º dia de biodigestão. Uma observação importante na Figura 1 deve ser apontada em relação ao primeiro pico de produção de biogás no ínicio da biodigestão (aproximadamente no 5º dia, para o 4º lote), o qual não deve ser confundido com o segundo pico de produção (aproximadamente no 17º dia, para o 4º lote), pois no início da biodigestão anaeróbia, observa-se uma maior concentração (%) de CO2, e este diminui durante o processo de biodigestão, devido ao estágio que envolve as bactérias fermentativas, compreendendo microrganismos anaeróbios e facultativos.</p>
<p>O inverso acontece com a produção de metano CH4, como observado na Tabela 3. De acordo com RUIZ et al. (1992), neste primeiro estágio, materiais orgânicos complexos (carboidratos, proteínas e lipídios) são hidrolizados e fermentados em ácidos graxos, álcool, dióxido de carbono, hidrogênio, amônia e sulfetos. Em seguida, as bactérias acetogênicas consomem os produtos primários e produzem hidrogênio, dióxido de carbono e ácido acético (1º pico na Figura 1). Dois grupos distintos de bactérias metanogênicas participam do próximo estágio (2º pico na Figura 1), o primeiro grupo reduz o dióxido de carbono a metano e o segundo descarboxiliza o ácido acético produzindo metano e dióxido de carbono, confirmando os resultados obtidos, onde se observa na Tabela 3, uma tendência no aumento da produção de metano com o passar da semana. 9</p>
<p style="text-align: left; "><em>TABELA 3. Produção semanal de CO2 e de CH4 (%) para diferentes reutilizações de cama de frango, produzidos em épocas iguais.</em><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-382" title="217_650" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/217_650.jpg" alt="217_650" width="520" height="342" /></p>
<p><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<p>A temperatura ambiente influenciou a produção de biogás em biodigestores anaeróbios abastecidos com cama de frangos de corte. Houve aumento significativo na produção de biogás com o aumento na reutilização da cama. Os potenciais médios de produção de biogás apresentados foram 0,1972, 0,2102, 0,2043 e 0,2366 m3/kg de excreta nas camas de 1º, 2º, 3º e 4º lote respectivamente, conduzidos na mesma época.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">AUTOR:  Ellen Hatsumi Fukayama, Jorge de Lucas Júnior, Airon Magno Aires, Adriane de Andrade Silva, Cristiane A. N. Xavier</span></strong></p>
<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p>ANUALPEC 2008: Anuário da pecuária brasileira. São Paulo: Agra FNP, Instituto FNP, 2008. p. 243-270. BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Instrução Normativa Nº 15, de 17 de Julho de 2001. Disponível em: . Acesso em: 18 maio 2006. FUKAYAMA, E. H. Características quantitativas e qualitativas da cama de frango sob diferentes reutilizações: Efeito na produção de biogás e biofertilizante. 2008. 99 f. Tese (Doutorado em Zootecnia) &#8211; Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2008. FURLAN, R.L.; MACARI, M. Lipídios: digestão e absorção. In: MACARI, M.; FURLAN, R.L.; GONZALES, E. Fisiologia aviária aplicada a frangos de corte. Jaboticabal:FUNEP/UNESP, 2002. p.143-148. GERARDI, M. H. The microbiology of anaerobic digesters. Jon Wiley &amp; Sons, 2003. 130 p. GRIMES, J. L. Alternatives litter materials for growing poultry. North Carolina Poultry Industry Newsletter, v. 1, 2004. KOSARIC, N.; VELIKONJA, J. Liquid and gaseous fuels from biotechnology: challenge and opportunities. FEMS Microbiology Reviews, Amsterdan, v. 16, n. 2, p. 111-142, feb. 1995. LUCAS JR., J. Algumas considerações sobre o uso do estrume de suínos como substrato para três sistemas de biodigestores anaeróbios. 1994. 113 f. Tese (Livre-Doscência) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 1994. LUCAS JR., J. Estudo comparativo de biodigestores modelo indiano e chinês. 1987.114 f. Tese (Doutorado em Energia na Agricultura) – Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 1987. LUCAS JR., J. et al. Avaliação do uso de inóculo no desempenho de biodigestores abastecidos com estrume de frangos de corte com cama de maravalha. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, 22, 1993, Ilhéus. Anais&#8230; Ilhéus:SBEA/CEPLAC, 1993. p. 915-930. ORTOLANI, A. F. et al. Bateria de mini-biodigetsores : Estudo, projeto, construção e desempenho. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA, 15., 1986, São Paulo. Anais&#8230; p.229-239. PAGANINI, F. J. Produção de frangos de corte: Manejo de cama. Ed. MENDES, A. A.; NÄÄS, I. de A.; MACARI, M. Campinas: FACTA. 356p. 2004. 11 RUIZ, R. L. et al. Microbiologia do rúmem e do biodigestor. In: RUIZ, R. L. Microbiologia zootécnica. São Paulo: Roca, 1992. p. 124-167. SANTOS, T. M. B. dos. Balanço energético e adequação do uso de biodigestores em galpões de frangos de corte. 2001. 167 f. Tese (Doutorado em Produção Animal) &#8211; Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 2001. SANTOS, T. M. B. dos. Caracterização química, microbiológica e potencial de produção de biogás a partir de três tipos de cama, considerando dois ciclos de criação de frangos de corte. 1997. 95 f. Dissertação (Mestrado em Zootecnia) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal, 1997. SAS INSTITUTE. Program version 9.1. Cary, 2003. WEBB, A. R., HAWKES, F. R. The anaerobic digestion of poultry manure: variation of gas yield with influent concentration and ammonium–nitrogen levels. Agricultural Wastes 14 (1985), pp. 135–156.</p>
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		<title>Produção de fertilizantes a partir dos dejetos de aves</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 19:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[adubo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Além da alta nos preços dos fertilizantes químicos há também uma mudança significativa, por parte dos produtores, no gerenciamento dos recursos naturais, tornando-se cada vez mais importante equilibrar os fatores econômicos e ambientais. Portanto, muitos produtores de aves se perguntam: &#8220;Quanto de fertilizante meus animais estão gerando?&#8221; ou &#8220;Qual o valor econômico destes dejetos?&#8221;. Como<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2009/12/13/producao-de-fertilizantes-a-partir-dos-dejetos-de-aves/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além da alta nos preços dos fertilizantes químicos há também uma mudança significativa, por parte dos produtores, no gerenciamento dos recursos naturais, tornando-se cada vez mais importante equilibrar os fatores econômicos e ambientais. Portanto, muitos produtores de aves se perguntam: &#8220;Quanto de fertilizante meus animais estão gerando?&#8221; ou &#8220;Qual o valor econômico destes dejetos?&#8221;.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-355" title="fertilizantes" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/fertilizantes.jpg" alt="fertilizantes" width="250" height="297" /></p>
<p>Como não há um mercado formal para este tipo de fertilizante, o seu valor para os potenciais compradores é desconhecido. Sem antes passar por tratamento, a aplicação dos dejetos como fonte de nutriente para a produção vegetal deve ser realizada de forma controlada para garantir que eles não contaminem o solo ou a água. Em geral, esta prática é dificultada, pois as características desses dejetos não possuem um padrão. Estas características dependem de diversos fatores intrínsecos ou de manejo.</p>
<p>O potencial fertilizante tanto da cama de frango quanto dos dejetos de poedeiras é, inegavelmente, superior ao de muitos outros tipos de dejetos e, por este motivo, a melhor abordagem para o gerenciamento desses resíduos é, sem dúvida, estimar o valor máximo do potencial fertilizante para uma finalidade específica e realizar um tratamento direcionado.</p>
<p><span id="more-356"></span>Basicamente, há três passos principais para utilizar estes dejetos de forma ambiental e economicamente sólida:</p>
<p>- Conhecer o teor de nutrientes do esterco;<br />
- Tratamento adequado, evitando perdas dos nutrientes e eliminação dos patógenos; e<br />
- Aplicação na agricultura com base nas necessidades de nutrientes das culturas, ajustando a taxa de adubo suplementar para compensar os nutrientes já aplicados.<br />
Deste modo, iremos citar aqui apenas os aspectos gerais de cada passo da correta utilização dos dejetos e nos próximos &#8220;Comentários Avícolas&#8221; entraremos na discussão de cada um com detalhamentos técnicos e científicos.</p>
<p><strong>Composição dos dejetos</strong></p>
<p>Com relação às características dos dejetos de aves, a sua composição é variada, se difere dos demais dejetos de animais de produção por não produzirem urina aquosa, como os mamíferos, e excretam uratos e metabólitos sólidos que são adicionados às fezes como uma mancha branca.</p>
<p>Durante o metabolismo, a proteína ingerida é convertida em ácido úrico que combinado com as fezes se apresenta como um material pastoso branco e insolúvel em água. Todas estas características particulares dos dejetos das aves influenciam no processo de tratamento e no produto final deste tratamento, onde o ácido úrico vai ser usado por bactérias aeróbias para a formação de uma massa de células, com teores de nitrogênio maiores que o próprio dejeto inicial. Posteriormente, esta massa será convertida em amônia e, em seguida, com a adição de materiais ricos em carbono, em nitrogênio assimilável pelas plantas.</p>
<p>O teor de nutrientes presentes nos dejetos depende de diversos fatores, além dos intrínsecos como a idade das aves, sistema de produção, instalações, manejo, nutrição, clima e outros. Nota-se, com isso, a importância do conhecimento das características dos dejetos que irão influenciar na qualidade do produto final.</p>
<p>Com relação aos tratamentos desses dejetos, existem diversas opções que o produtor pode escolher mediante uma avaliação rigorosa de suas condições como: disponibilidade de espaço, investimento inicial e permanente, mão-de-obra, comércio ou utilização do produto final. Em resumo, a adubação direta, a compostagem, a biodigestão anaeróbia e a cogeração de energia são os métodos mais comuns de tratamento ou utilização dos dejetos. Todos eles, quando planejados, bem conduzidos e orientados diminuem a perda de nutrientes presentes nos dejetos e aumentam o seu potencial fertilizante, podendo resultar num material de alto valor comercial.</p>
<p><strong>Valores</strong></p>
<p>A taxa de aplicação do dejeto de aves ou do produto final do seu tratamento deve seguir as exigências e necessidades de nutrientes das culturas as quais serão adubadas. Em seu nível mais básico, o esterco tem valor fertilizante porque afeta diretamente a produção de culturas agrícolas e o seu potencial fertilizante depende das características fertilizantes presentes (basicamente N, P, K e matéria orgânica).</p>
<p>A maneira mais simples de colocar um valor econômico aos nutrientes dos dejetos é usar o valor comum de fertilizante comercial. No entanto, o N presente nos dejetos (ácido úrico e amônia), como não tem disponibilidade às plantas igual ao N comercial, é valorizado de forma diferente e inferior. Novamente, fica evidente a necessidade de tratamento antes da utilização e da venda do produto final, para que se possa agregar a este produto valores economicamente vantajosos.</p>
<p>Os valores de P e K comerciais provavelmente se aproximam do valor desses nutrientes dos dejetos, pois estes são estáveis. A matéria orgânica fornecida pelo dejeto tem altíssimo valor sobre a fertilidade do solo. Como não existe mercado para a matéria orgânica a melhor maneira de colocar um valor sobre o adubo fornecido por ela é determinar o valor do aumento da produção da cultura resultante da aplicação deste material.</p>
<p>Confira os detalhes de cada passo importante no gerenciamento dos dejetos de aves nos próximos textos que serão publicados no comentário avícola.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Por Karolina Von Zuben Augusto, doutoranda em Engenharia Agrícola na Unicamp e consultora em tratamento de dejetos de aves e de suínos<br />
Fonte: Avicultura Industrial</span></strong></p>
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		<title>Areia no aviário</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 00:07:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>
		<category><![CDATA[areia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisa de universidade islâmica indica que pintos de corte preferem substrato de areia como cobertura do chão do aviário Cientistas da Universidade Islâmica Iraniana Azad conduziram 2 experimentos para investigar os efeitos de materiais alternativos sobre o assoalho em aviários sobre o desempenho e comportamento de pintos de corte. Os pintos foram criados de 1<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2009/12/10/areia-no-aviario/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pesquisa de universidade islâmica indica que pintos de corte preferem substrato de areia como cobertura do chão do aviário</strong></em></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-340" title="pinto-mole" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/12/pinto-mole.jpg" alt="pinto-mole" width="300" height="342" /></p>
<p>Cientistas da Universidade Islâmica Iraniana Azad conduziram 2 experimentos para investigar os efeitos de materiais alternativos sobre o assoalho em aviários sobre o desempenho e comportamento de pintos de corte. Os pintos foram criados de 1 a 42 dias de idade, durante o verão, com temperatura média de 31 ° C.</p>
<p>No primeiro experimento, 300 frangos de corte (Ross 308) foram aleatoriamente designados para um dos 20 boxes utilizados. Cada box tinha um tipo de material, ou nenhum material, sobre o assoalho. São eles: serragem, areia, arroz e rolo de papel reciclado.</p>
<p>Os resultados demonstraram que as aves criadas em casca de arroz tiveram peso significativamente menor, além de menor consumo de ração e de anticorpos.</p>
<p>Os subtratos avaliados não tiveram nenhuma influência significativa na conversão alimentar, rendimento de carcaça, gordura abdominal, moela, intestino e órgãos linfóides &#8211; expressos em porcentagem do peso corporal.</p>
<p><strong><span id="more-338"></span>Pintos gostam de areia</strong></p>
<p>No segundo experimento, os boxes foram divididos em 4 quartos com areia, serragem, casca de arroz e rolo de papel. As aves foram observadas, 10 vezes por dia e um dia por semana, de 2 a 6 semanas.</p>
<p>Os pintos de corte gastaram 49% do seu tempo no lado da areia, 19% na serragem, 18% no rolo de papel e 13% na casca de arroz. A proporção dentre o tempo total gasto nos &#8220;banhos de poeira&#8221; era maior do lado da areia. O tempo da sessão também foi maior na areia e na serragem. A caminhada foi maior nos quartos com casca de arroz e rolo de papel, mas o  forrageamento foi menor na casca de arroz.</p>
<p>Estes resultados indicam que as aves criadas em piso (sem substratos), areia e rolo de papel apresentam performance similar à aqueles criados em serragem e, quando dada a escolha, os frangos de corte preferem passar a maior parte do seu tempo na areia.</p>
<p>Veja o estudo completo, <a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;_udi=B6T48-4XW04N4-2&amp;_user=10&amp;_coverDate=12/06/2009&amp;_rdoc=1&amp;_fmt=&amp;_orig=search&amp;_sort=d&amp;_docanchor=&amp;view=c&amp;_acct=C000050221&amp;_version=1&amp;_urlVersion=0&amp;_userid=10&amp;md5=0f82c2df2491641d045389754e077062"><strong>clique aqui</strong></a>.</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Fonte: Avicultura Industrial</span></strong></p>
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		<title>Ministério aumenta fiscalização sobre cama de frango</title>
		<link>/avicultura/2009/12/07/ministerio-aumenta-fiscalizacao-sobre-cama-de-frango/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 19:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>

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		<description><![CDATA[No Brasil, ainda não apareceu nenhum caso da vaca louca. Mas, o Ministério da Agricultura diz que é preciso ficar alerta Uma das medidas preventivas é não usar produtos de origem animal na alimentação do gado. É o caso da cama de frango. O repórter Eli Franqui mostra como está sendo feita a fiscalização em<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2009/12/07/ministerio-aumenta-fiscalizacao-sobre-cama-de-frango/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>No Brasil, ainda não apareceu nenhum caso da vaca louca. Mas, o Ministério da Agricultura diz que é preciso ficar alerta</strong></p>
<p><strong><img class="alignleft size-full wp-image-585" title="vigiagro" src="/avicultura/wp-content/uploads/2010/03/vigiagro.jpg" alt="vigiagro" width="250" height="250" /></strong></p>
<p>Uma das medidas preventivas é não usar produtos de origem animal na alimentação do gado. É o caso da cama de frango. O repórter Eli Franqui mostra como está sendo feita a fiscalização em São Paulo.</p>
<p>O barracão da granja que alojou 18 mil aves acaba de ficar vazio. É hora de remover o que o pessoal costuma chamar de &#8220;cama de frango&#8221;. É o esterco misturado com restos de ração e o substrato que nesta granja é a palha de arroz.</p>
<p>Para os criadores, a cama de frango é uma importante fonte de renda. Num galpão onde são criadas 18 mil aves, a cada 45 dias, o criador pode tirar 25 toneladas. Na região a tonelada de “cama de frango” está sendo vendida em média por R$ 80. Isso quer dizer que o Deocacir vai ter um faturamento quando retirar a “cama de frango” de dois mil reais.</p>
<p>“O que isso representa no faturamento da granja?”, pergunta o repórter.</p>
<p>“Vinte e cinco por cento do faturamento total”, declara Deocacir Oliveira, criador.</p>
<p>O dono da granja diz que hoje só vende a cama de frango para quem vai usar como adubo orgânico. E admite que já chegou a comercializar o produto com pecuaristas que o utilizavam para alimentar o gado .</p>
<p><span id="more-584"></span></p>
<p>“Cheguei a usar também para o gado, antes quando era liberado eu usei bastante e vendi bastante também”, diz.</p>
<p>A “cama de frango” é um produto barato para o pecuarista, mas o seu uso na alimentação do gado está proibido no Brasil há oito anos. O principal motivo para isso: evitar a transmissão do mal da vaca louca.</p>
<p>A doença atinge o sistema nervoso principalmente de bovinos e deixa os animais com o comportamento alterado, daí o nome vaca louca.</p>
<p>Na Europa, ela virou uma epidemia na década de noventa porque a doença pode ser transmitida ao ser humano. O gado fica doente quando se alimentava de ração com farinha de carne contaminada e o mal acabava passando para as pessoas que comiam a carne doente.</p>
<p>Mas o que a “cama de frango” tem a ver com o mal da vaca louca? O problema é que a ração das granjas brasileiras ainda leva um pouco de farinha de carne.</p>
<p>Quando o frango se alimenta nos cochos ela geralmente desperdiça um pouco da ração que cai na cama. Além disso, como o intestino do frango não aproveita integralmente o alimento, cerca de 30% da ração é descartada nas fezes.</p>
<p>As aves não se contaminam, mas se a “cama” com restos da ração for dada aos bovinos, o ciclo pode se fechar. Por isso, a corrente tem que ser interrompida.</p>
<p>A doença da vaca louca não chegou ao Brasil, mas ainda há riscos. A preocupação é com os animais importados dos países onde ocorreram focos. As importações foram suspensas há nove anos, mas só no estado de São Paulo, por exemplo, há perto de dois mil animais dos lotes antigos que ainda estão vivos. É o que explica a chefe do serviço de sanidade do Ministério da Agricultura em São Paulo.</p>
<p>“Esses animais podem eventualmente vir a morrer ou serem abatidos, virar uma farinha de carne e osso, que está presente na ração do frango e que seria então indiretamente oferecida ao bovino na “cama do aviário”. Por isso existe essa proibição, porque nós temos fatores de risco para a ocorrência da doença no Brasil”, declara Patrícia Pozzetti, chefe Serviço Sanidade.</p>
<p>A veterinária Juliana do Amaral, do Ministério da Agricultura, diz que, além de prevenir o mal da vaca louca, a proibição da “cama de frango” também tem o objetivo de evitar outros problemas.</p>
<p>“Ela pode transmitir o botulismo, também pode conter inseticidas, resíduos de antibióticos e que é prejudicial para o gado também”, diz Juliana do Amaral, veterinária do Ministério da Agricultura.</p>
<p>O uso da “cama de frango” na alimentação de gado e outros animais ruminantes no Brasil está proibido pelo Ministério da Agricultura desde 2001, mas em outubro foi baixada uma nova instrução normativa que aplica penalidades.</p>
<p>Além de ser processado o pecuarista que usar a cama também pode sofrer severas punições no bolso. As principais: o abate sanitário do rebanho e a interdição da propriedade.</p>
<p>Para fazer um alertar sobre os riscos de usar a “cama de frango” na ração e as punições, o Ministério Público e o Ministério da Agricultura estão promovendo encontro com os produtores.</p>
<p>Os pecuaristas que participam de reuniões assinam uma lista que será entregue ao Ministério Público. É uma forma de garantir, em caso de processo, que o criador foi alertado sobre as regras e tem conhecimento da lei.</p>
<p>O Ministério Público também está empenhado na fiscalização. O promotor Alexandre Magalhães Júnior diz que, de um ano e meio pra cá, trinta produtores da região foram autuados e tiveram que assinar um termo de ajustamento de conduta. Ele alerta que a reincidêndica pode trazer sérios problemas para os criadores.</p>
<p>“A pessoa assinou o termo de conduta, sabe da penalidade, daí o Ministério vai lá e constata que ele continua a fornecer esta “cama de frango” para os ruminantes, daí é um crime de reclusão de um a quatro anos que cabe prisão em flagrante”, declara Alexandre Magalhães Júnior, promotor público.</p>
<p>O Ministério da Agricultura tem uma cartilha sobre a doença da vaca louca e os cuidados para evitá-la. Fala inclusive da cama de frango. A cartilha é grátis e pra conseguir uma, você deve escrever para: Binagri &#8211; Biblioteca Nacional de Agricultura Caixa postal: 02432 Cep: 70043-900 &#8211; Brasília, Distrito Federal.</p>
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		<title>Cama de capim seco: alternativa rentável aos atravessadores e à escassez de serragem</title>
		<link>/avicultura/2009/10/31/solucao-na-cama-uso-do-capim-seco/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 21:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cama de Frango]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Visconde do Rio Branco, Zona da Mata mineira, projeto associativo viabiliza o uso do capim seco nos aviários e contribui para melhorar a renda dos pequenos criadores Os produtores de frango têm passado por maus momentos nos últimos meses. Estão pagando mais pelo milho, componente principal das rações, e recebendo preços mais baixos pelas<br /><span class="excerpt_more"><a href="/avicultura/2009/10/31/solucao-na-cama-uso-do-capim-seco/">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Em Visconde do Rio Branco, Zona da Mata mineira, projeto associativo viabiliza o uso do capim seco nos aviários e contribui para melhorar a renda dos pequenos criadores</em></strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-187" title="globorural" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/10/globorural.jpg" alt="globorural" width="139" height="113" />Os produtores de frango têm passado por maus momentos nos últimos meses. Estão pagando mais pelo milho, componente principal das rações, e recebendo preços mais baixos pelas aves que entregam. Além dessa dificuldade, em Visconde do Rio Branco, pequeno município da Zona da Mata mineira, há algum tempo os criadores, integrados da indústria de alimentos Pif Paf, enfrentam outro problema. A serpilha, ou pó de serra, chamada também de maravalha, usada nas camas dos aviários estava pela hora da morte. &#8220;Esse mercado foi dominado por um pequeno grupo de fornecedores que fechou acordos exclusivos de coleta dos resíduos da indústria moveleira, e ficamos à mercê deles. Quando negociamos melhores pagamentos pelo nosso frango junto à indústria, por exemplo, esses atravessadores automaticamente reajustam os preços da serpilha, o que praticamente anula o nosso ganho&#8221;, explica José Davi Ervilha, presidente da Avizom &#8211; Associação dos Avicultores da Zona da Mata, que congrega 475 avicultores de 25 municípios da região. Além da serragem, os materiais mais usados como cama de aviário são as cascas de café e de arroz e o sabugo de milho picado. Como sua disponibilidade está vinculada aos ciclos das safras, acabaram não sendo boa alternativa para os avicultores de Visconde do Rio Branco.</p>
<p>Em 1995, quando Ervilha estava em sua primeira gestão como presidente da associação, surgiu a idéia de testar a viabilidade da utilização de capim seco nos aviários. &#8220;O capim como cama de frango já foi usado na avicultura, mas sua secagem ao sol não se revelou apropriada, pois o processo não retirava toda a umidade das gramíneas. Com isso, era comum a ocorrência de doenças&#8221;, explica Ervilha.</p>
<p><span id="more-181"></span>Para resolver os problemas de sanidade, a Avizom, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, MG, desenvolveu novo método para secar o capim, fazendo uma adaptação do secador de café. O processo é simples: um &#8220;aspirador&#8221; com motor elétrico suga ar para dentro de uma fornalha a lenha, que o esquenta a uma temperatura de cerca de 120ºC. Esse ar quente é canalizado para dentro de uma barcaça (um piscinão de 15 metros cúbicos), onde o capim, já picado, é &#8220;assado&#8221; por cinco a sete horas, dependendo do clima. Revolvido de duas em duas horas, o material perde quase toda a umidade, mantendo, no entanto, suas qualidades nutritivas.</p>
<p><img class="size-full wp-image-185 alignright" title="novatec3" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/10/novatec3.jpg" alt="novatec3" width="180" height="129" />O projeto ficou um tempo parado, interrompido pelo sucessor de Ervilha na associação em 1996. Com o retorno do mentor da idéia à presidência, a produção de capim seco voltou com tudo desde o início deste ano. Com duas unidades de secagem, adquiridas com a verba da própria Avizom (5 mil reais por fornalha), funcionando 24 horas por dia, a &#8220;fábrica de secagem&#8221; produz cerca de 120 toneladas de capim por mês. &#8220;Isso ainda é muito pouco, pois a demanda hoje é de cerca de 300 toneladas. Mas já estamos programando uma ampliação&#8221;, diz o presidente da Avizom. Ele explica que os melhores capins para as camas de aviário, por conta do volume de matéria seca produzida, são o napiê e o cameron. No início do projeto, a idéia era de que cada avicultor plantasse um pouco de capim, trocando um caminhão de matéria verde pelo mesmo volume de matéria seca. Essa parceria não deu certo e a associação arrendou uma área de cerca de 10 hectares para o cultivo das gramíneas. Também a forma de comercialização mudou. &#8220;Vendíamos o capim seco por metro cúbico, mas o pessoal socava uma quantidade enorme dentro do caminhão. Hoje, vendemos por tonelada&#8221;, justifica Ervilha. O fato é que a produção do novo material para a cama de aviário veio em boa hora. Além do problema do cartel que a comercializa, a serpilha também começa a rarear. As fábricas de móveis da região estão substituindo a madeira por um tipo de compensado, o MDF, levado do Sul do país, cuja utilização já não produz pó de serra. &#8220;Isso é um grande problema para os atravessadores de serpilha, mas não vai ser para nós&#8221;, comemora o presidente da Avizom.</p>
<p><strong>Vantagem no cocho</strong></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Cama de capim é mais indicada para bovinos</span></p>
<p>A grande vantagem da cama de capim, garantem os avicultores de Rio Branco, é que, depois de utilizada nos aviários, ela pode ser levada ao cocho para a alimentação do gado. Os resíduos dos aviários são muito usados na bovinocultura, pois as fezes das aves &#8211; cada uma produz cerca de 1,5 quilo do nascimento ao abate, que ocorre entre 40 e 47 dias de vida &#8211; são muito ricas em uréia, fósforo e nitrogênio. Nos casos em que o material usado nas camas de frango é a serpilha, no entanto, a fibra de madeira acaba sendo apenas um adicional inócuo, já que é completamente indigesta. &#8220;Seu uso tem um problema: como a serpilha geralmente sai de indústrias de móveis ou de grandes serrarias, sempre vem alguma coisa junto: parafusos, grampos e pregos. Cheguei até a perder animais&#8221;, conta José Luís Freire, pequeno produtor de leite em Rio Branco. Hoje a cama de pó de serra representa cerca de 60% da forragem que ele fornece no cocho ao gado, mas, com a cama de capim, esse percentual deve subir para 80%, calcula Freire. &#8220;Comprar a cama com o novo material vai ser uma vantagem, mesmo seu preço sendo maior do que o da cama de serpilha.&#8221;</p>
<p><img class="size-full wp-image-184 alignleft" title="novatec1" src="/avicultura/wp-content/uploads/2009/10/novatec1.jpg" alt="novatec1" width="180" height="128" /></p>
<p>Enquanto 1 tonelada de serpilha sai por 45 reais, a mesma quantidade de capim custa 69 reais. Mas a vantagem está na hora de vender: 70 reais a tonelada da cama de capim, contra 30 reais pela mesma quantidade de serpilha. Gilvan Roberto da Silva, um dos  primeiros criadores a usar a nova cama, ganhou 800 reais com a venda da cama (tem contrato de exclusividade com um comprador para toda a produção) que comprou por 150, e está muito satisfeito. &#8220;É que 1 tonelada de capim seco se transforma em 2,6 toneladas de alimento para o gado quando os frangos vão para o abate, por causa do volume de fezes e da ração desperdiçada pelas aves&#8221;, explica.</p>
<p>Apesar de ser um bom adicional alimentício para o gado, a cama de aviário ainda desperta desconfiança entre os criadores. O problema, explica Fábio Diniz, técnico da Emater especializado em produção leiteira, é que com a ingestão dessa forragem há o risco de transmissão do botulismo. A doença, mortal para o gado, pode ocorrer se os animais ingerirem, junto com a cama, algum pintinho morto e não descartado, pois a toxina butolínica é produzida por bactérias nos ossos das aves. Fernando Pereira da Silva, pesquisador da Universidade Federal de Viçosa, considera, no entanto, remota a possibilidade de o gado ser contaminado com botulismo através da cama de capim seco. &#8220;A baixíssima umidade desse material já evita o desenvolvimento de bactérias. E, como o revolvimento da cama de capim na granja deve ser feito de dois em dois dias, é praticamente impossível que alguma ave morta passe desapercebida&#8221;, garante ele, que assessora o desenvolvimento do projeto da Avizom desde o início. Assessor também da Polidryer, empresa que fabrica os secadores de capim, Silva vê nessa técnica uma saída para pequenos avicultores, principalmente em regiões de pecuária. &#8220;Como o equipamento é barato, ele pode ser adquirido por pequenos grupos, um secador para cada cinco granjas. A matéria-prima é abundante, e a produção da cama de capim surge como mais uma alternativa para baixar os custos da avicultura.&#8221;</p>
<p><em>Fonte: <a href="http://globorural.globo.com/edic/177/nova_tec1.htm">Revista Globo Rural</a></em><em><br />
Por Verena Glass<br />
Fotos Ernesto de Souza</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
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